Cinderela guerreira, moça revolucionária, ergueu bandeiras, ‘Não
a submissão!’, ‘ Não a dependência!’, ‘ Não e não!’ .Nasceu, sem saber explicar com vontade de vencer, a vida queria derrubar- lhe, mas não, Cindi é forte
demais para isso. Os homens que escolheu e permitiu que entrassem em sua vida
nunca a dominaram, sei caminhei de perto, vi essa fortaleza dizer não aos prés
que insinuavam sua derrota. Acordou cedo, trabalhou muito, estudou a custa de
muito suor. Essa é Cinderela que venceu na vida.
Essa é Cinderela.
É Cinderela.
Cinderela.
Infelizmente carrega o peso desse nome. Chegou ao topo mais
alto e desabou. Abre mão de todas as suas conquistas em nome da submissão,
ergueu bandeiras, fez bonito, foi orgulho para muitas e simplesmente disse não. Com o mundo
aos seus pés renega e diz “Me sinto incompetente por não ter casado ainda”.
Cinderela quer cumprir clichês, em nome de outros.
- Casei. Para cumprir etapas pré ditas. Para agradar aos
outros. A meta de Cinderela não é a felicidade, mas sim a aparência. Seu
vestido tem que ser rodado, a fada tem que aparecer, o baile tem que ocorrer, e
não pode faltar o príncipe. Agora antes do relógio badalar meia noite
Cinderela, não pode virar Elizabeth, tem que viver um “Felizes para sempre”. É
muita vontade de dizer “Amor, cheguei”.
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