domingo, 31 de maio de 2015

A guerreira

Cinderela guerreira, moça revolucionária, ergueu bandeiras, ‘Não a submissão!’, ‘ Não a dependência!’, ‘ Não e não!’ .Nasceu, sem saber explicar com vontade de vencer, a vida queria derrubar- lhe, mas não, Cindi é forte demais para isso. Os homens que escolheu e permitiu que entrassem em sua vida nunca a dominaram, sei caminhei de perto, vi essa fortaleza dizer não aos prés que insinuavam sua derrota. Acordou cedo, trabalhou muito, estudou a custa de muito suor. Essa é Cinderela que venceu na vida.
Essa é Cinderela.
É Cinderela.
Cinderela.
Infelizmente carrega o peso desse nome. Chegou ao topo mais alto e desabou. Abre mão de todas as suas conquistas em nome da submissão, ergueu bandeiras, fez bonito, foi orgulho para muitas e simplesmente disse não. Com o mundo aos seus pés renega e diz “Me sinto incompetente por não ter casado ainda”. Cinderela quer cumprir clichês, em nome de outros. 
- Casei. Para cumprir etapas pré ditas. Para agradar aos outros. A meta de Cinderela não é a felicidade, mas sim a aparência. Seu vestido tem que ser rodado, a fada tem que aparecer, o baile tem que ocorrer, e não pode faltar o príncipe. Agora antes do relógio badalar meia noite Cinderela, não pode virar Elizabeth, tem que viver um “Felizes para sempre”. É muita vontade de dizer “Amor, cheguei”.

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